Estudo da perda dental e do sono em pacientes após acidente vascular cerebral

Estudo da perda dental e do sono em pacientes após acidente vascular cerebral

Author Vago, Eliana Regina Lottenberg Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Coelho, Fernando Morgadinho Santos Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Neurologia - Neurociências
Abstract Objective: To evaluate sleep quality, excessive daytime sleepiness, risk for obstructive sleep apnea (OSA) and the frequency of edentulism, as well as the use or not of prostheses in patients following stroke. Methods: This is a transversal and observational investigation. 130 patients’ post- stroke participated in this study. The data collected were age, sex, BMI, TOAST, NIHSS, stroke type, modified Rankin Scale, comorbidity presence such as hypertension, diabetes mellitus and smoking. We measured through the application of questionnaires quality of life (SF-36), sleep quality (PSQI), risk for OSA (STOP- BANG) and excessive daytime somnolence (ESE). Results: Of the 130 patients included, 52.32% were male. Mean age of 59.7 ± 12.53 2 years. The average BMI was 26.36 ± 5.00 kg/m . The prevalence of ischemic stroke was 94.62%. According to Rankin's scale (1.66, ± 1.15) patients were considered with minimal sequelae and were classified as independent. For sleep quality, our sample demonstrated bad sleep quality at PSQI (7.13 ± 3.84). Our participants were at high risk for OSA according to the results from STOP BANG (4.11 ± 1.57) and did not present excessive daytime somnolence as seen by the Epworth Sleepiness Scale (8.16 ± 5.22). In relation to the teeth, the patients had 9 to 31 teeth (48,86%) or were edentate (26.15%), 60.77% used total and removable prostheses and half of them slept with them. At oral cavity evaluation, patients presented Mallampati classification III and IV (14,62% e 71,54%, respectively), elongated soft palate (72,32%), both predictors of OSA. Conclusion: Patients following stroke presented poor sleep quality, high risk for OSA, high frequency of missing teeth, anatomical variations predisposing to OSA, and it was not observed that the use of prostheses during sleep has benefited patients.

Objetivo: Analisar a qualidade de sono, a sonolência excessiva diurna, o risco para apneia obstrutiva do sono e a frequência de edentulismo, assim como o uso ou não de próteses em pacientes após Acidente Vascular Cerebral (AVC). Métodos: Estudo transversal e observacional com 130 pacientes após AVC, realizado em um único centro. Os dados clínicos coletados foram: idade, sexo, Índice de Massa Corpórea (IMC), classificação de TOAST, Escala NIHSS, tipos de AVC, presença comorbidades (HAS, DM e tabagismo) e avaliação de incapacidades com a aplicação dos questionários: SF-36, PSQI, STOP-BANG e ESE. A avaliação da cavidade oral focou no uso de tipos de próteses bucais, tipos de palato (duro e mole), quantidade e tipos de dentes perdidos (molares, pré-molares e dentes anteriores), úvula, língua, classificação de Mallampati, tonsilas, perfil e mordida. Resultados: Dos 130 pacientes incluídos, 52,32% eram homens, com idade média 2 de 59,7 ± 12,53 anos. O IMC médio (DP) foi de 26,36 ± 5,00 kg/m . A prevalência de AVC isquêmico foi de 94,62% (123 pacientes). De acordo com a escala de Rankin (1,66 ± 1,15) os pacientes foram considerados com mínimas sequelas e foram classificados como independentes em sua maioria. Quanto à avaliação da qualidade do sono por meio do escore PSQI a média foi de 7,13 ± 3,84, indicando má qualidade de sono em nossa amostra, além de apresentarem alto risco para apneia obstrutiva do sono (AOS), de acordo com os resultados do questionário STOP BANG (4,11 ± 1,57). Não evidenciamos sonolência excessiva diurna em nossa amostra, por meio da Escala de Sonolência de Epworth (8,16 ± 5,22). Em relação aos dentes, os pacientes tinham de 9 a 31 dentes (48,86%) ou eram edentados (26,15%), 60,77% usam próteses totais e removíveis e metade deles, ou seja 50% dormiam com as mesmas. Na avaliação da cavidade oral, os pacientes apresentaram classificação Mallampati III e IV (14,62% e 71,54%, respectivamente), bem como palato mole alongado (72,32%). Conclusão: Pacientes pós-AVC apresentaram má qualidade de sono, risco para AOS, alta frequência de dentes perdidos, variações anatômicas predisponentes à AOS. Ainda, não foi constatado que o uso de próteses durante o sono tenha beneficiado os pacientes.
Keywords Teeth
Stroke
Sleep
Quality Of Life Indicators
Sleep Medicine
Dentes
Acidente Vascular Cerebral
Sono
Indicadores De Qualidade De Vida
Ambulatório Hospitalar
Inquéritos E Questionátios
Medicina Do Sono
Language Portuguese
Date 2019-08-29
Research area Investigações Clínicas Em Doenças Neurológicas
Knowledge area Neurologia
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 43 p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8001456
Access rights Closed access
Type Dissertation
URI https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/60051

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