Arritmia Ventricular Assintomática Em Pacientes Com Doença Renal Crônica Não Dialítica: Desfechos Clínicos Após 2 Anos De Acompanhamento

Arritmia Ventricular Assintomática Em Pacientes Com Doença Renal Crônica Não Dialítica: Desfechos Clínicos Após 2 Anos De Acompanhamento

Author Bastos, Fabiana Oliveira Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Canziani, Maria Eugenia Fernandes Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Medicina (Nefrologia)
Abstract Background/Aims: Ventricular arrhythmia is associated with increased risk of cardiovascular events and death in the general population. Sudden death is a leading cause of death in end-stage renal disease. We aimed at evaluating the effects of ventricular arrhythmia on clinical outcomes in patients with earlier stages of chronic kidney disease (CKD). Methods: In a prospective study of 109 nondialyzed CKD patients (eGFR 34.8±16.1 mL/min/1.73m², 57±11.4 years, 61% male, 24% diabetics), we tested the hypothesis that presence of subclinical ventricular arrhythmia, assessed by 24-hour electrocardiogram, is associated with increased risks of cardiovascular events, hospitalization, and death and their composite outcome during 24 months of follow-up. Patients who had any number of ventricular extrasystoles were considered to have ventricular arrhythmia. Complex ventricular arrhythmia was defined as presence of multifocal ventricular extra-systoles, paired ventricular extra-systoles, nonsustained ventricular tachycardia, or R wave over T wave. Results: We identified ventricular arrhythmia in 34% and complex ventricular arrhythmia in 14% of participants at baseline. During follow-up, 11 cardiovascular events, 15 hospitalizations, and 4 deaths occurred. All deaths occurred in patients with ventricular arrhythmia. Presence of complex ventricular arrhythmia was associated with cardiovascular events (P<0.001), hospitalization (P=0.018), mortality (P<0.001) and the composite outcome (P<0.001). In multivariate cox regression analysis, adjusting for demographic characteristics, complex ventricular arrhythmia was associated with increased risk of the composite outcome (HR: 4.40; CI 95%: 1.60-12.13, P = 0.004). Conclusion: In this pilot study, presence of asymptomatic complex ventricular arrhythmia was associated with poor clinical outcomes in nondialyzed CKD patients.

Introdução e objetivo: A presença de arritmia ventricular está associada com aumento do risco cardiovascular e de morte na população geral. A morte súbita é a principal causa de morte nos pacientes com doença renal crônica (DRC) dialítica. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da presença de arritmias ventriculares sobre os desfechos clínicos de pacientes em estágios mais precoces da DRC. Métodos: Este estudo prospectivo avaliou 109 pacientes com DRC (TFGe 34,8±16,1 mL/min/1.73m², 57±11,4 anos, 61% homens, 24% diabéticos). A hipótese testada foi se a presença de arritmias ventriculares assintomáticas no Holter de 24hs estaria associada ao aumento do risco de eventos cardiovasculares, hospitalização, morte e seu desfecho combinado em 24 meses de acompanhamento. Os pacientes que tinham extrassístoles ventriculares em qualquer número foram considerados como portadores de arritmia ventricular. Arritmia ventricular complexa foi definida como: extrassístoles ventriculares multifocais ou pareadas, taquicardia ventricular não sustentada ou fenômeno da onda R sobre a onda T. Resultados: No início do estudo, foi observada qualquer arritmia ventricular em 34 % e arritmia ventricular complexa em 14% dos pacientes. Durante o seguimento, foram registrados: 11 eventos cardiovasculares, 15 hospitalizações e 4 mortes. Todos os óbitos ocorreram nos pacientes com qualquer arritmia ventricular. A presença de arritmia ventricular complexa no início do estudo foi associada com eventos cardiovasculares (P<0,001), hospitalizações (P=0,018), morte por todas as causas (P<0,001) e desfecho combinado (P<0,001). Na análise multivariada, ajustando para fatores demográficos, a presença de arritmia ventricular complexa foi associada com aumento do risco do desfecho combinado (HR: 4,40; IC 95%: 1,60-12,13, P = 0,004). Conclusão: Neste estudo piloto, a presença de arritmia ventricular complexa assintomática em pacientes com DRC não dialítica foi frequente e se associou com piores desfechos clínicos.
Keywords Chronic Kidney Disease
Entricular Arrhythmia
Doença Renal Crônica
Arritmia Ventricular
Doença Cardiovascular
Epidemiologia
Language Portuguese
Date 2017-02-28
Research area Insuficiência Renal Crônica
Knowledge area Insuficiência Renal
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 0p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5747533
Access rights Closed access
Type Thesis
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50611

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