Avaliação da capacidade citoprotetora dos novos análogos da tacrina em linhagem estabelecida de astrócitos e células pc-12

Avaliação da capacidade citoprotetora dos novos análogos da tacrina em linhagem estabelecida de astrócitos e células pc-12

Author Bastos, Carolina Maria Alves Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Jurkiewicz, Aron Jurkiewicz Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Farmacologia
Abstract A tacrina é um potente e reversível inibidor da acetilcolinesterase utilizado para o tratamento da doença de Alzheimer (DA). Porém, como a terapia com a tacrina geralmente resulta em hepatotoxicidade, a pesquisa por novos fármacos derivados desta molécula tem sido encorajada. Como exemplo destes compostos estão as tacpirimidinas IHT 1009 e IHT12127, desenvolvidas a partir da molécula da tacrina. Desta forma, para testar a capacidade citoprotetora destes compostos (tacpirimidinas) frente ao peróxido de hidrogênio (H2O2), dois modelos de células de sistema nervoso central, sendo uma linhagem de astrócitos imortalizada (como modelo glial) e uma linhagem de células PC-12 (como modelo neuronal) foram utilizadas. A tacrina foi utilizada como controle positivo de citoproteção. Para a determinação da citotoxicidade e para a escolha das concentrações e tempos de exposição ao tratamento a serem utilizadas no decorrer deste trabalho, utilizamos o teste de redução do MTT a cristais de formazan. Foram efetuados testes nas duas linhagens celulares, através do período de incubação de 6h, 12h e 24h, com as concentrações de 1,25?M; 2,5?M e 5?M das tacpirimidinas; as concentrações de 2?M; 2,5?M; 3?M; 5?M; 10?M; 20?M e 30?M de tacrina e o H2O2 nas concentrações de 0,5?M; 1?M; 1,25?M; 1,5?M; 2,5?M; 5?M; 10?M; 20?M; 30?M e 40?M; nos períodos de incubação de 30minutos 1h, 3h e 6h. Como resultado, optamos por utilizar as concentrações que não apresentaram toxicidade de 2,5?M das IHT1009 e IHT12127, além da concentração similar de 2,5?M da tacrina para efetuarmos pré-tratamento por 24h das células antes de serem expostas ao agente agressor H2O2, pelo período de incubação de 1h na concentração de 30?M (por ser a concentração capaz de suprimir 50% das células em cultura). No estudo de ciclo celular com PI verificamos nos grupos que receberam apenas pré-tratamento por 24h com a tacrina e com as IHT 1009 e 12127 ausência de diferenças significativas em relação ao grupo controle sem tratamento quando avaliamos o número de células na fase G1/S/G2/M e na fração Sub-G1. Porém o grupo que recebeu o H2O2 por 1h apresentou um aumento significativo de células na porção Sub-G1 do histograma. A morte celular, avaliada por Anexina-FITC/PI demonstrou uma diminuição de morte por apoptose nos astrócitos pré-tratados com tacrina, IHT 1009 e IHT 12127 quando foram previamente desafiados com o H2O2. Quanto a apoptose tardia ou necrose secundaria, verificamos que as tacpirimidinas assim como a tacrina foram capazes de proteger as células gliais do insulto provocado pelo H2O2. Quanto a células PC-12, não obtivemos o mesmo resultado, pois não foi verificada nenhuma capacidade citoprotetora destes compostos na presença do H2O2. Uma diminuição na atividade de caspase-3 apenas nos astrócitos tratados com as IHT´s também foi observada. A atividade das espécies reativas de oxigênio (EROs) através da análise em citometria de fluxo utilizando-se a sonda DCF demonstrou um efeito antioxidante promissor nos grupos de astrócitos pré-tratados com a IHT 1009 e a IHT 12127 na presença do H2O2, com a diminuição da geração de EROs. Por fim avaliamos a capacidade de mobilizar cálcio intracelular da IHTs em comparação com a tacrina. Observamos que nos astrócitos, a IHT 1009 diminuiu a liberação de cálcio intracelular, tal qual a tacrina. Entretanto, na linhagem de células PC12, onde as tacpirimidinas não foram capazes de proteger estas células do insulto causado pelo peróxido, um aumento na liberação de cálcio citoplasmático foi verificado, sugerindo assim que estas respostas diferentes quanto a liberação de cálcio está contribuindo para as respostas distintas quanta a citoproteção observada neste trabalho apenas para os astrócito. Em suma, podemos observar que o estudo comparativo entre a ação das tacpirimidinas em duas linhagens é de grande importância para o entendimento dos mecanismos de defesa do sistema nervoso central frente a um agente agressor. Além disso, a utilização de mais de um tipo celular em um mesmo ensaio se mostrou interessante dentro da pesquisa envolvendo sistema nervoso central. Finalmente, estudos adicionais com os novos protótipos a fármacos (IHT1009 e IHT12127) são necessários para a obtenção de dados mais conclusivos sobre seu potencial citoprotetor mais direcionado para os astrócitos em relação às células neuronais PC-12.
Keywords tacrina
alzheimer
citoproteção
Language Portuguese
Date 2015-10-04
Published in BASTOS, Carolina Maria Alves. Avaliação da capacidade citoprotetora dos novos análogos da tacrina em linhagem estabelecida de astrócitos e células pc-12. 2015. Tese (Doutorado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2015.
Research area Farmacologia
Knowledge area Ciências biológicas
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3537437
Access rights Closed access
Type Thesis
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48951

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