Infarto agudo do miocárdio em pacientes da rede pública de saúde do estado de Alagoas: perfil clínico-epidemiológico e mortalidade hospitalar

Infarto agudo do miocárdio em pacientes da rede pública de saúde do estado de Alagoas: perfil clínico-epidemiológico e mortalidade hospitalar

Author Cavalcanti, Ricardo Cesar Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Carvalho, Antonio Carlos de Camargo Carvalho Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Medicina (Cardiologia)
Abstract O advento da terapêutica de reperfusão miocárdica com fibrinolíticos ou angioplastia primária, associada à correta utilização das medicações adjuvantes, trouxe significativo decréscimo nas taxas de mortalidade hospitalar por infarto agudo do miocárdio em todo o mundo. Persiste, entretanto, uma grande variabilidade de resultados de acordo com as características das regiões estudadas e mesmo nas diferentes populações de uma mesma região. Assim, faz-se necessário a verificação da situação no estado de Alagoas, até o momento sem dados referentes aos infartados tratados na rede pública de saúde. O presente estudo objetiva descrever as características clínicas e epidemiológicas, o tratamento realizado e a mortalidade hospitalar de pacientes atendidos na unidade de referência do SUS para o tratamento do IAM em Alagoas. Analisaram-se 100 pacientes consecutivos, em sua maioria do sexo masculino (62%), com idade média de 58,7 anos, sendo 51% considerados idosos. O tempo entre o início dos sintomas e a admissão hospitalar foi inferior a 12 horas em 90% dos pacientes, com mediana de 3 horas, sendo que 51% chegaram nas primeiras 3 horas. Predominou a classe I de Killip-Kimbal na maioria dos pacientes (72%), havendo 7% de classe funcional III e IV à admissão. Realizou-se trombólise química com estreptoquinase em 38% dos pacientes, e a medicação adjuvante foi utilizada com as frequências relatadas na literatura, excetuando-se as estatinas e o clopidogrel – não disponibilizados pela instituição. Cateterismo cardíaco e angioplastia primária também não estavam disponíveis, impossibilitando sua realização. A mortalidade hospitalar foi de 14% e relacionou-se unicamente com a classe funcional à admissão hospitalar. Assim, podemos concluir que no estado de Alagoas é alta a mortalidade por infarto agudo do miocárdio daqueles tratados na rede pública de saúde; os pacientes infartados conseguem acessar o hospital de referência e em tempo bastante razoável, em que pese a baixa escolaridade e a baixa classe econômica da da maioria, inclusive com a utilização de transporte público em metade dos casos, mas que, apesar disso,apresentam baixa taxa de reperfusão miocárdica, que é realizada unicamente com estreptoquinase endovenosa.
Keywords cardiologia
infarto agudo do miocárdio
reperfusão miocárdica
mortalidade hospitalar
Language Portuguese
Date 2013-01-30
Published in CAVALCANTI, Ricardo Cesar. Infarto agudo do miocárdio em pacientes da rede pública de saúde do estado de Alagoas: perfil clínico-epidemiológico e mortalidade hospitalar. 2013. 68 f. Dissertação (Mestrado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2013.
Research area Medicina
Knowledge area Ciências da saúde
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 68 p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=156514
Access rights Closed access
Type Dissertation
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48231

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