Aspectos comunicativos e enfrentamento da disfonia em pacientes com doença de Parkinson

Aspectos comunicativos e enfrentamento da disfonia em pacientes com doença de Parkinson

Alternative title Communicative aspects and coping strategies in patients with Parkinson's disease
Author Costa, Flavia Pereira da Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Behlau, Mara Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Distúrbios da comunicação humana (fonoaudiologia) – São Paulo
Abstract Objetivos: Investigar em individuos com doenca de Parkinson, as estrategias de enfrentamento utilizadas, os sintomas vocais mais relatados e percepcao do nivel geral de alteracao de voz, os problemas de comunicacao mais presentes e a relacao entre o tipo de enfrentamento, sintomas vocais e aspectos comunicativos. Metodos: Participaram do estudo 73 individuos, destes 33 participantes do grupo experimental, com idade entre 45 a 93, media de 73,9 anos (DP=10,0), sendo 18 homens e 15 mulheres, com diagnostico medico neurologico de doenca de Parkinson (disartria hipocinetica) e 40 individuos do grupo controle, com idade entre 53 e 99 anos, media de 72,4 anos (DP=10,9), sendo 20 homens e 20 mulheres, saudaveis, sem queixas vocais e sem diagnostico de disfonia. Eles foram submetidos aos seguintes procedimentos: gravacao de voz e fala (vogal sustentada /e/ e contagem de 1 a 10), autoavaliacao da voz, aplicacao da Escala de Sinais e Sintomas Vocais - ESV, do Protocolo de Estrategias de Enfrentamento das Disfonias u PEED-BR e do questionario Vivendo com Disartria u VcD. A analise estatistica foi realizada por meio da comparacao entre os dois grupos e correlacao entre os protocolos. Resultados: Nao houve diferenca entre os grupos com relacao a idade (p=0,699) e sexo (p=0,527). O grupo experimental classificou sua voz como ærazoavelÆ (p<0,001) e apresentou desvios em todos os protocolos: PEED-BR (p<0,001), ESV (p<0,001) e VcD (p<0,001). A estrategia de enfrentamento mais utilizada no grupo experimental foi o Autocontrole (p<0,001). Na ESV, a media da pontuacao foi 45,5 pontos, fora do valor de corte. A analise perceptivoauditiva do desvio vocal, nao mostrou diferenca entre os grupos para a tarefa de vogal sustentada (p=0,413) e fala encadeada (p=0,259). A correlacao entre os sintomas vocais e os aspectos comunicativos mostrou que quanto maior o prejuizo na comunicacao, maiores serao os escores emocionais na ESV e maior sera a quantidade de sinais e sintomas vocais. Contudo, os sinais e sintomas vocais e os aspectos comunicativos nao tiveram correlacao com o enfrentamento. Conclusao: Pacientes com doenca de Parkinson usam todos os tipos de estrategias de enfrentamento, porem preferem lidar com Autocontrole. æLimitacaoÆ foi o dominio mais predominante da ESV, eles autoavaliam suas vozes como ærazoavelÆ e possuem dificuldades em todos os aspectos que abrangem comunicacao. Quanto maior a ocorrencia de sinais e sintomas vocais mais o paciente refere ser dificil viver com a disartria, particularmente quando ha desvios no dominio emocional
Keywords Voz
Disfonia
Distúrbios da Voz
Doença de Parkinson
Protocolos
Qualidade de Vida
Language Portuguese
Date 2013
Published in São Paulo: [s.n.], 2013. 80 p.
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 80 p.
Access rights Closed access
Type Dissertation
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/23118

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